"Esse texto eu fiz no dia dezessete de novembro de dois mil e dez, e postei no blog da Renata G., porém ela excluiu o blog dela e decidi então postar o texto aqui..."
Pergunta: E se
nascêssemos sabendo tudo?
Quando
nascemos, a mente, ainda está vazia, sem nenhuma memória, não
consegue de primeiro momento criar as mais belas imaginações, ainda
não vivemos, não vimos, não escutamos, não sentimos, não
provamos. Quando nascemos, o coração, serve unicamente, para
bombear o nosso sangue por todas as veias, em todo o corpo, não
sabemos que o coração, é muito mais que isso.
Em
dezoito anos de vida, são exatos, seis mil quinhentos e setenta e
cinco dias de experiência, são tantas coisas que eu aprendi, desde
falar, a ficar em silêncio, desde aprender amar, a tentar esquecer,
desde não conseguir segurar uma lágrima, e forçar, querendo
chorar. Na minha mente, ficam momentos que eu tento lembrar, que eu
tento esquecer, aqueles que lembro facilmente, e aqueles que
dificilmente não os lembro, são momentos marcantes, desde tão
bons, a tão ruins. No coração, ficam os sentimentos, e em segundo
plano, ele bombeia o sangue, sentimentos que podem ser tão grandes
que minha mente ainda num consegue imaginar, e sentimentos tão
simples e sincero, guardam pessoas que algum dia fizeram eu sorrir,
nem que seja por um instante, ou por horas, guarda sentimentos,
impossíveis de transcrevê-los em palavras.
Com
dezoito anos, para mim, eu vivi demais, tudo foi demais por aqui, eu
amei demais, fui feliz demais, triste demais, sincero demais, medroso
demais, corajoso demais. Tudo, demais.
Se eu
morresse hoje, seria ruim, mas eu deixaria isso aqui escrito, dizendo
que eu sou muito feliz, com a minha vida, num mudaria nada no
passado, ela foi e está sendo perfeita.
Pessoas
que passam, só por uns minutos, horas, que sempre estão aqui, tanto
na memória, quanto no coração, pessoas de quem eu jamais
esquecerei, pessoas que me ensinaram tudo que eu sei, ensinaram eu
ser essa pessoa;
feliz,
triste, sorridente, séria, nervosa, calma, completa, incompleta,
diferente, igual, companheira, desajeitada, organizada,
desorganizada, feia, bonita, sincera, cega, iludida, desiludida,
apaixonada, esquecida, amada, insuportável, aceita, rejeitada,
chata, legal, estupida, amorosa, romântica, ignorante, observadora,
desprevenida, perdida, encontrada, quieta, agitada, ingênua,
estúpida, boba, palhaça, inteligente, safada, sedutora, tímida,
viciada, preocupada, falante, calada, odiada, agressiva, entre muitos
outros que eu não me recordo, e que eu não sei.
Atingindo
a maioridade, eu não sei se eu já estou pronto para ser adulto, sei
que ainda eu não queria, mas eu não tenho medo, esse é mais um
passo que eu não preciso dar, a vida agressivamente, me empurra,
para a próxima etapa, em que eu posso vencer, perder, mas eu vou ir
de cabeça erguida e com sorriso no rosto, com várias pessoas, me
apoiando, essas que eu sempre levarei comigo.
Eu não
posso dizer quem eu vou ser, nem tão pouco quem eu sou, sou sincero,
essa é a qualidade que eu mais admiro em mim, nos outros é claro,
mas em mim, isso é tudo que eu sempre cobiço em ser, sincero.
Nada vai
mudou pra mim, entre ontem (17/11/2010) às 23:59 e hoje (18/11/2010)
às 00:00, a não ser o número da minha idade.
Eu não
peço presente, não te peço nada, mas se for me dar, um 'feliz
aniversário', 'parabéns', que seja, só peço que realmente seja
sincero, só isso.
Depois de
ler isso aqui, se você tiver, a menor forma que seja, de se
corresponder comigo, mande-me, três palavras, que pra você, me
descreve. Três das qualidades, e três, dos defeitos.
#HappyBDayRenato
Resposta:
Não precisaríamos viver, pois
não teria graça. Não precisaríamos nascer, senão para viver.
Logo, não teria sentido saber tudo.
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